Se
você está procurando emprego e/ou
estágio, e a empresa entrou em contato
com você, isso é um bom sinal. Isso
quer dizer que você conseguiu chamar a atenção
do selecionador, em meio a tantos currículos.
Nesse
momento, muitas pessoas entram na chamada segunda
etapa com uma grande pressão interior uma
vez que já não estão mais
na expectativa de aguardar o primeiro telefonema.
Afinal de contas, são dezenas de e-mails,
currículos e cartas enviadas às
empresas semanalmente...
A
ansiedade agora é de como agir na entrevista.
Quem será o entrevistador, como será
esta conversa, quem são os meus concorrentes,
como devo me vestir, o que será que vão
pensar de mim, etc...
Não
adianta sofrer por antecedência. Preparar-se
para o momento é importante, mas este "sofrimento"
só trará angústia e negatividade
a você.
Lembre-se
de que a empresa não lhe conhece, e como
diz aquele velho ditado, "a primeira impressão
é a que fica". Cuidados com o visual
não são meramente uma questão
de etiqueta ou frescura. Afinal de contas, você
está seu primeiro contato direto. Quem
usa da discrição nunca erra. Sensualidade,
roupas esporte ou casual (como calça jeans),
barba por fazer, cabelos desalinhados, são
pecados imperdoáveis em uma entrevista,
independente da cultura da empresa ou do cargo
ao que se esteja concorrendo.
Você
pode até não perceber, ou achar
normal, mas com toda a certeza o entrevistador
está reparando a sua roupa, seus calçados,
suas unhas, seu cabelo, enfim, na sua imagem como
um todo, seja você homem ou mulher!
Sempre
chegue no mínimo 10 minutos antes do agendado.
Pontualidade é essencial na entrevista.
Saia de casa com bastante antecedência,
pois imprevistos acontecem.
Quem
não gosta de um sorriso? Você pode
usar o seu para quebrar o gelo e ganhar o entrevistador
na hora do aperto de mão. Cara fechada
não é sinônimo de seriedade!
Esqueça
do mundo lá fora e concentre-se na entrevista.
Desligue o celular. Olhe sempre nos olhos do entrevistador,
e se possível chame-o pelo nome (correto).
Se achar necessário, leve uma agenda e
faça anotações de informações
que possam ser úteis no decorrer do processo
seletivo. Mesmo porque é uma forma de mostrar
que você está realmente interessado.
O
corpo humano fala. Portanto nada de excesso de
gesticulações, inclinação
excessiva, ficar totalmente estático ou
sentado de maneira incorreta. Tudo isso pode revelar
sua ansiedade.
Você
sabe qual é a empresa que está recrutando?
Ótimo. Então solte seu lado investigador
e tente obter o maior número de informações
sobre a organização, seu mercado
atuante. Muitas empresas relatam seu histórico
em sites próprios. Conhecer um pouco da
empresa ajuda a justificar o seu interesse pela
vaga.
Que
o mercado de trabalho está cada vez mais
competitivo, todo mundo já sabe, mas ser
negativo na hora da entrevista pode lhe dar uma
visão de baixa auto-estima. O mesmo pode
ser seguido em relação aos seus
empregos anteriores. Nunca diga nada de negativo
sobre os empregos que já trabalhou.
A
primeira entrevista não é momento
de fazer perguntas a respeito de salário
e benefícios. Caso o selecionador toque
no assunto, diga sobre suas pretensões,
de acordo com o mercado oferece para a vaga na
qual está se candidatando. Mas demonstre-se
flexível à negociação.
Prepare-se
para perguntas pessoais como seu relacionamento
familiar, seu hobby, etc. Não tenha medo
se surgir perguntas a respeito de seus pontos
negativos e positivos. O objetivo desses questionamentos
é meramente uma forma de te conhecer um
pouco fora do mundo profissional.
A
curiosidade na medida certa pode impressionar
o entrevistador. Se você tiver a oportunidade
de fazer alguma pergunta, aproveite para descobrir
como a empresa poderá contribuir para sua
carreira, o que ela espera do profissional que
irá contratar, enfim.
Nunca
se esqueça de agradecer pela oportunidade.
Não ser escolhido para uma vaga não
quer dizer quer você é incompetente.
Apenas você não era a pessoa mais
adequada para a vaga naquele momento.
Lembre-se
de que aprendemos muito em uma entrevista. Se
você acha que não foi bem, não
desanime. Tome isso como experiência. Por
isso é importante você se auto-avaliar
criticamente para descobrir em que errou, e onde
pode melhorar.